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CURSO AVANÇADO DE EDUCAÇÃO EM PERMACULTURA

9-12 de Outubro

Curso pratico,interativo e participativo destinado a permacultores, educadores,pessoas com inteções de auxiliar outras aprenderem permacultura e professores (como educação ambiental) com interesse em trabalhar de uma maneira mais interativa e participativa.

PALESTRANTE: SKYE - Instituto de Permacultura do Cerrado/Pantanal (IPCP), Campo Grande/MS Natural de Melbourne, Austrália. Ministrou Cursos de Permacultura na Austrália, México, Japão, Kênia, África do Sul, Cuba, Inglaterra, Alemanha e Argentina. Residente por 10 anos em Crystal Waters Permaculture Village, considerada uma das três melhores do mundo por ser o melhor centro de experiências em Permacultura e Ecovilas da Austrália. Co-autor do livro “Manual for Teaching Permaculture Creatively” (Manual para Ensinar Permacultura Criativamente). Ministrou Curso Avançado em Facilitação de Ensinamentos para a Associação de Mestres de Permacultura nos Estados do leste dos Estados Unidos. Co-fundador da instituição Earthcare Enterprises, especializada em organizar e ensinar cursos de Certificado de Design de Permacultura, onde foi focalizador por 6 anos em mais de 30 cursos. Co-fundador e sócio da Geelong Permaculture Design Collective, consultoria em permacultura. Foi Diretor de Educação no Instituto de Permacultura do México difundindo suas técnicas por diversos estados deste país.

INVESTIMENTO:

Estudante: R$ 360,00 ou 2 x R$ 195,00

Profissional: R$ 395,00 ou 2 x R$ 215,00

Mais Informações: http://www.ipemabrasil.org.br/cursos2009.html

do Litoral Norte da Bahia a buscarem a sustentabilidade

Por Maíra Azevêdo

Entre 26 de março e 04 de abril de 2009, uma iniciativa pioneira de formação em permacultura foi realizada no Assentamento AZIMBO, Litoral Norte da Bahia. Um grupo de 20 trabalhadores rurais, entre assentados e moradores da região, recebeu o certificado de PDC (Curso de Desenho em Permacultura) das mãos do professor Tony Andersen, arquiteto e veterano permacultor dinamarquês, envolvido em diversas experiências com projetos de sustentabilidade pelo mundo há mais de três décadas.

O pioneirismo da iniciativa deveu-se à metodologia utilizada na organização do curso e na didática empregada. O processo de organização durou dois meses de construção participativa, aproximação com o grupo e envolvimento de parceiros. Discutimos em conjunto a proposta de realização, os preparativos necessários, a construção de melhorias e as regras de convivência, de modo que todos compartilhassem as responsabilidades pela realização do curso. Como parceiros, além da Associação de Trabalhadores Rurais do Assentamento e do Movimento Estadual de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (CETA), envolveram-se o Coletivo Linha Verde, a ONG Children’s Project (CP) da Alemanha, a Rede Permear, a Livraria Tapioca e o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB).  A parceira possibilitou buscar formas para reduzir o custo da empreitada, de maneira que o valor final necessário para a realização do mesmo pôde ser totalmente custeado pela CP, possibilitando que os trabalhadores participassem gratuitamente. O curso também contou com a participação da Organização Permacultura e Arte (OPA).

Outro destaque foi  a didática utilizada, adaptada para uma linguagem de fácil compreensão pelo grupo.  Fazendo uso de ilustrações e dinâmicas de vivências coletivas, buscou-se favorecer o aprendizado fomentando muitos diálogos sobre os conteúdos trabalhados. Durante todo o curso, deu-se destaque à importância de se estabelecer uma organização focada na cooperação, fortalecedora da autonomia do grupo e, a partir daí, capaz de buscar uma maior articulação com outros atores da região, ao mesmo tempo podendo transformar o Azimbo num núcleo rural produtivo modelo. A idéia da formação foi introduzir e aplicar a permacultura como ferramenta de educação e planejamento.

A parceria com o Coletivo Linha Verde foi fundamental para promover uma aproximação entre os trabalhadores rurais do assentamento e os de outras áreas próximas, bem como a troca de experiências entre eles. A organização formada por comunitários de diversas localidades (como Diogo, Barra de Itariri, Subaúma, Conde, Baixio, Jandaíra, Porto Sauípe) ajudou na logística e também na articulação de participantes da região, pois foram disponibilizadas vagas gratuitas também para o Coletivo. O Coletivo foi um dos provocadores da iniciativa, pois sua atuação na região tem o intuito de fortalecer as comunidades tradicionais locais.

Durante a fase preparatória do curso, os principais problemas relatados foram em relação à dificuldade com a produção agrícola no local do assentamento, que ainda é pequena. Problemas com solo e compostagem e necessidade de formações foram apontados. A área do assentamento foi antigamente uma fazenda de côco e apresenta solo exaurido pelo mau uso. Existe boa disponibilidade de água, porém o uso é precário, não havendo distribuição para os barracos nem para os locais de convivência coletiva. Outra questão levantada foi a localização dos sanitários e o uso adequado dos mesmos para evitar contaminação.

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Assim, o curso abordou, além de todo o fundamento teórico e base ética da permacultura, a melhor forma de aproveitar os recursos disponíveis no local para incrementar a produtividade, de forma a potencializar a autonomia e a abundância. Foram criados novos canteiros produtivos, abordados aspectos sobre a forma mais viável de utilizar a compostagem e foi construído um novo sanitário seco de uso comum. Os trabalhadores ficaram bastante envolvidos, discutindo e já incorporando conceitos e práticas à sua rotina e demonstrando grande capacidade de iniciativa.
Continue lendo ‘Formação em permacultura ajuda trabalhadores rurais’

A Permacultura propõe uma visão concreta e traz ferramentas para uma prática da Educação para a vida no Planeta. Ou seja, ela dá amparo real para que a educação ambiental ocorra também dentro das instituições que acolhem as novas gerações- crianças e jovens.

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